Fórum Mundial de Bienais No 2
Como fazer bienais em tempos contemporâneos

São Paulo, Brasil
26 a 30 de novembro de 2014

Local: Auditório Ibirapuera

O Fórum será realizado paralelamente à 31a Bienal de São Paulo, curada por Charles Esche, Galit Eilat, Nuria Enguita Mayo, Pablo Lafuente, Oren Sagiv, Benjamin Seroussi e Luiza Proença, que também serão os diretores artísticos do Fórum.

Realização:
Biennial Foundation
Fundação Bienal de São Paulo
ICCo – Instituto de Cultura Contemporânea

1 - Mapa Mundi (World Map) 1979 Oil on linen

2014 dá mostras do que parece ser um ressurgimento do potencial das bienais internacionais de arte. De Istambul a Sydney e São Petersburgo, uma forma de expor que tendia a cair no conformismo neoliberal está novamente ocupando um espaço de conflito e controvérsia. Se cada bienal possui suas próprias origens, estas inovações podem gerar um engajamento renovado em relação ao valor simbólico das bienais e a forma como elas podem ser discutidas pelo público. É neste espírito, questionando e provocando o conceito de bienal, que o Fórum Mundial de Bienais No 2 decidiu se reunir.

O Fórum irá considerar a bienal do ponto de vista do hemisfério sul. Acima de tudo, irá focar-se em recentes bienais e naquilo que se convencionou chamar de ‘Sul Geopolítico’, eventualmente assumindo uma perspectiva mais ampla, para investigar como chegamos até aqui. O foco principal será nas cidades de Dakar, Istambul, Jakarta e São Paulo – onde o fórum será realizado –  mas outras bienais do hemisfério sul também serão colocadas em pauta.

Estas quatro cidades principais vêm produzindo bienais de diferentes formas há pelo menos 20 anos, ao longo dos quais foram inventadas novas tradições e criadas estruturas favoráveis para a sua realização. Numa época em que a relação entre desejo artístico e vontade política está em plena negociação e as bienais são vistas tanto como oportunidades para colher capital cultural, quanto como ameaças à cômoda manutenção do status quo, estas bienais serão as âncoras de uma discussão mais generalizada sobre o potencial das bienais na contemporaneidade.

A abertura, no dia 26, será marcada pelo discurso de Peter Osborne, diretor do Centro de Pesquisas em Filosofia Europeia Moderna da Universidade de Kingston, em Londres, que irá discutir a natureza da contemporaneidade na arte.

Nos dias 27 e 28 serão realizadas quatro mesas temáticas abertas ao público em geral e gratuitas, que serão alternadas com workshops para os representantes de bienais. Nos dias 29 e 30, estes representantes participarão de visitas guiadas em exposições dentro e fora da cidade de São Paulo.

A programação completa do Fórum será divulgada no dia 18 de setembro. 

Crédito da Imagem: Juan Downey, Mapa Mundi, 1979. Óleo em Linho.180 X 205.
Foto: Harry Shunk.
Cortesia de Marilys Belt Downey, O Juan Downey Estate.